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Você realmente precisa ir ao fast-food?

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Will Self, o controvertido escritor inglês, espécie de expoente do britpop dos anos 90 na literatura, também teve sua fase de crítico de restaurantes. Conhecido especialmente pela constantes tentativas em aviltar os leitores com enredos chocantes e tramas delirantes, o autor resolveu escrever sobre comida em 2009, na revista New Statesman. Sua proposta era inusual: produzir uma coluna onde ele trataria de almoços e jantares em fast-foods e restaurantes de comida pronta – os mais precários, frequentados pelos menos abonados.

Self, criador de obras como Cock & Bull, nutre declarado desprezo pela gastronomia. Em suas palavras, “há qualquer coisa de marcadamente infantil acerca de uma cultura que extrai interesse demasiado do que põe na boca”. E, ao longo de várias semanas, na pele de crítico, submeteu-se a uma rotina de hambúrgueres, pizzas, curries (obviamente, do pior nível), até reuni-los na coletânea Real Meals (Rangos Reais, em português; tem em ebook e é baratinho). Seus textos, sarcásticos e divertidos, obviamente, não abrem muito o apetite. As resenhas são impiedosas na descrição da baixa qualidade dos ingredientes, pouco generosas com os comensais e, principalmente, implacáveis com as grandes cadeias que comandam as lanchonetes e afins.

Mesmo com o olhar de quem não liga muito para pratos, receitas ou serviço, Self acaba dando margem para algumas questões além do simples polemismo. Eu, do meu jeito e com os meus filtros, penso como o fast-food se transformou ao longo dos anos– nem tanto no cardápio, mas aos olhos do público. Será que ele ainda é o sistema mais veloz, conveniente para os apressados? Será que ele ainda é o mais barato? Mais: à luz do conhecimento que temos de culinária e nutrição, alguém ainda duvida que se trata meramente da pior comida possível?

Recuemos um pouco no tempo. O costume de conferir status de refeição plena ao trio hambúrguer-batatas-refrigerante remonta aos Estados Unidos dos anos 50. O país vivia toda a pujança da indústria e iniciava a escalada da sociedade de serviços, com seus horários e demandas que iam muito além do expediente nine-to-five. Com pouco tempo para o almoço, com grande probalidade de ter de devorar a comida no próprio ambiente profissional, eis que então surgiu a conveniência dos sandubas rápidos, das fritas sempre quentes. Era, acima de tudo, moderno (assim como, para a geração de nossos pais, eram modernos o leite em pó e o café solúvel). Matava-se a fome, pagava-se pouco, tudo era padronizado e organizado, havia uma aura de constante alegria. Não preciso dizer quão bem-sucedida foi a ideia, por todo o mundo.

Lembro, por exemplo, da chegada do McDonald’s ao Brasil. Ou, ao menos, a São Paulo. A primeira loja da cidade foi na Avenida Paulista. Mas me recordo, em especial, de uma outra, aberta em 1982 e dentro de uma outra novidade, o Shopping Morumbi. Foi uma aventura entre os colegas da escola: pegar um ônibus na região central, ir até a distante Avenida Roque Petroni Júnior, jogar algumas fichas na Playland, no Donkey Kong (eu perdi tudo, rapidamente, não nasci para videogames) e… comer Big Mac com batatas. Um programa de garotos da baixa classe média, dando a dimensão de que, àquela altura, o fast-food parecia legal. Representava o acesso a um estilo de comida (e de entretenimento) inovador, para uma geração que, quando queria comer um hambúrguer, não dispunha ainda de tantas opções.

É evidente que a famosa cadeia do “M” amarelo e seus sucedâneos cresceram, se multiplicaram, e se tornaram sinônimo de comida de estudante. Ou de gente apressada e com orçamento restrito. Ou, pior ainda, viraram alternativa para as crianças. Contudo, aquilo que parecia uma onda de progresso inesgotável, ao que parece, chega ao seu momento mais delicado. Nunca o gigante McDonald’s viveu um declínio tão grande de faturamento como nos últimos anos. As razões? Uma nova consciência nutricional por parte dos consumidores é um dos pontos: fast-food, certamente, não é a melhor escolha para a saúde. Não por coincidência, quem mais cresce no segmento é o Subway, com seus sanduíches mais leves e sem frituras. Outro aspecto: falta de novidades no cardápio, o que obrigou a super rede, inclusive, a criar sanduíches de perfil, com o perdão do termo, gourmet. E uma concorrência jamais vista em décadas anteriores, tanto em outras modalidades de cozinha rápida como nos hambúrgueres. Basta você olhar para o seu próprio bairro e reparar na quantidade de novas lanchonetes (algumas, realmente boas) inauguradas recentemente. (Sobre o tema, foi lançado um interessante estudo pelo site Infood, chamado Mercado Gastronômico Brasileiro 2015/2016).

Numa abordagem bastante idiossincrática, eu diria que as pessoas não têm por que ir ao fast-food – a menos que gostem ou sintam vontades específicas, é claro. Seus preços já são iguais ou maiores do que os dos restaurantes por quilo, um sistema também muito rápido. Há food trucks com melhor qualidade, cobrando somas muito semelhantes. Existem até opções dentro do casualdining, com boas acomodações e serviço, apenas um pouco mais caras do que as grandes redes de lanchonete. Não deixa de ser curioso, no quesito “pequenos luxos e comodidades”, que o mais novo representante da classe a chegar por aqui, o também americano Wendy’s, ofereça justamente, entre seus diferenciais, o uso de copos de vidro e a presença de funcionários que levam o pedido até a mesa.

Minha filha, hoje adolescente, nunca foi proibida de comer em fast-food – embora nunca tenha sido estimulada. Íamos quando ela pedia, comíamos um sanduíche, as batatas. Porém, ela queria essencialmente os brindes (cachorrinhos, creio, ou coisa do tipo) distribuídos quando se consumia um determinado kit. Mas houve uma ocasião em que tudo mudou – e, posso garantir, na condição de pai e de aficionado por gastronomia, foi um momento inesquecível. Num certo dia, almoçando num ótimo restaurante, ela me disse assim. “Pai, aqui a gente não ganha brinquedo, né?”. “Não”, respondi. E ela declarou: “Não precisa, porque a comida é boa”. É evidente que não vou transformar um episódio pessoal numa generalização. Contudo, é preciso que enxerguemos que crianças não são necessariamente movidas a nuggets e fritas industrializadas.

Passei mais de uma década resenhando restaurantes, como já relatei neste espaço. Parei porque desejava experimentar outros formatos de trabalho. E, em meus primeiros dias pós-crítica, digamos assim (faz cerca de um ano), fiz questão de me submeter a uma quarentena, ou coisa do tipo. Resolvi que, por um mês, só almoçaria em botecos, restaurantes baratos, eventualmente em fast-foods. Sem as pretensões de produzir uma coletânea de causos como a de Will Self. Queria apenas voltar, ao menos por um tempo, à escala terrana dos repastos. Sem entrada, prato, sobremesa, sem menu-degustação. Um período bastante divertido e pedagógico.

Foram dias de arroz, feijão, farofa e costela de boi cozida a R$ 16. De picadinho a R$ 18, R$ 20. De pratos “a peso”, como dizem os portugueses, com o trivial disponível nas bancadas. De refeições sem discurso nem epifanias. Algumas, bem direitas; outras, nem tanto (Ah, sim: logo depois eu voltei aos outros tipos de restaurantes). Posso afirmar, comparativamente, que os fast-foods sempre foram as piores escolhas. Em preço e praticidade, inclusive. Do ponto de vista do bem-estar e da saciedade, então, nem há o que dizer (aos gastrônomos, creio, cabe observar não só o sabor, a textura da comida; mas também como ela sustenta e digere). E vou além: nem ganhando cachorrinho em miniatura dá para encarar.
Saiu no El País.

AMICO



Pesquisa confirma: uma cerveja ‘deixa as pessoas mais sociáveis’

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Pesquisadores na Suíça confirmaram o que muita gente já desconfiava: beber um copo de cerveja pode deixar as pessoas mais sociáveis.

Os experimentos, feitos pelo hospital da Universidade da Basileia, envolveram 60 pessoas, com um número igual de homens e mulheres consumindo cerveja com álcool e sem álcool.

Depois, os participantes foram submetidos a uma série de testes, incluindo reconhecimento de feições, empatia e excitação sexual.

As pessoas que ingeriram bebida alcóolica demonstraram mais desejo de estar na companhia de outras pessoas, em um ambiente aberto, animado e de conversa. A diferença foi mais perceptível entre as mulheres e as pessoas naturalmente mais inibidas.

A cerveja também fez com que os participantes reconhecessem feições alegres mais facilmente e reforçou sua empatia emocional – particularmente entre as pessoas com baixos níveis iniciais de empatia.

Depois, os pesquisadores mostraram aos participantes imagens de conteúdo sexual explícito.

Os participantes que consumiram cerveja sem álcool classificaram essas imagens como menos agradáveis que fotos de conteúdo neutro. Já as pessoas que consumiram álcool consideraram as fotos como mais agradáveis.

A diferença foi mais marcante entre as mulheres, mas os pesquisadores não notaram necessariamente um maior nível de excitação sexual.

Prefeitura de Parnamirim



Pesquisa mostra que 40% dos jovens adultos japoneses são virgens

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Mais de 40% dos japoneses jovens adultos e solteiros são virgens, segundo um estudo realizado pelo governo, e quase três quartos dos homens não estão em nenhum relacionamento.

A pesquisa revela a dimensão da falta de atividade sexual em um país onde os políticos se preocupam com as baixas taxas de natalidade e seu efeito em uma sociedade em envelhecimento.

O Instituto Nacional de População e Pesquisa da Segurança Social entrevistou mais de 5 mil solteiros com idades entre 18 e 34 anos sobre suas atividades sexuais.

Foi constatado que 42% dos homens e 44% das mulheres nunca fizeram sexo.

A pesquisa, realizada em junho de 2015, mostrou que o número de pessoas que permanecem castas no Japão tem aumentado com o passar do tempo.

Um estudo similar feito em 2005 descobriu que um terço dos jovens solteiros haviam sido sempre celibatários.

A pesquisa de 2015 também detectou que sete em cada 10 homens não estavam em um relacionamento, enquanto quase 60% das mulheres iam para a cama sozinhas.

É difícil encontrar estatísticas internacionais diretamente comparáveis, mas o povo japonês parece fazer menos sexo que cidadãos de outros países desenvolvidos.

AMICO



Como saber se um Galaxy Note 7 é seguro?

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A Samsung preparou um site para mostrar aos usuários se seus dispositivos Galaxy Note 7 são seguros ou não. Através dele é possível inserir o IMEI do aparelho para saber se ele foi afetado com algum problema e oferece riscos de segurança.

A medida vem duas semanas após registros de explosões causadas pelo smartphone no mundo todo, o que fez a Samsung anunciar um recall. Mais de 90 aparelhos tiveram algum tipo de alteração envolvendo superaquecimento da bateria.

Além da possibilidade de verificação, a Samsung irá incluir nos dispositivos um ícone verde de bateria que notificar sobre a segurança do celular. É recomendado que o usuário verifique a situação do IMEI do aparelho após comprá-lo ou assim que realizar uma compra, já que as cores dos ícones podem ser facilmente alteradas com temas do sistema operacional. Para verificar o IMEI do Galaxy Note 7 acesse o link.

AMICO



Samsung recebe 1º processo por explosão de um Galaxy Note 7

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Parecia questão de tempo até que isso acontecesse: na última sexta-feira, 16, a Samsung recebeu o primeiro processo devido a uma explosão causada pelo Galaxy Note 7.

Um homem da Flórida, nos Estados Unidos, chamado Jonathan Strobel entrou na Justiça contra a companhia sul-coreana alegando ter sofrido queimaduras sérias depois que o smartphone explodiu dentro do bolso da frente da sua calça.

“Ele tem uma profunda queimadura de segundo grau, mais ou menos do tamanho do telefone, na sua coxa direita”, disse à Reuterso advogado de Strobel. “Infelizmente o [pedido de] recolhimento veio tarde demais para o meu cliente.”

Um dia antes a Samsung havia entrado com um processo formal de recolhimento, tornando a venda do Note 7 ilegal nos EUA. De acordo com a empresa, cerca de 1 milhão de unidades deveriam ser devolvidas; até aquele momento, 92 dessas unidades tinham causado problemas, sendo que em 26 casos houve queimadura.

Martelinho de Ouro



Justiça do Trabalho vai liberar R$ 70 milhões para trabalhadores da antiga Vasp

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Cerca de 1.900 trabalhadores serão beneficiados na terceira fase de pagamentos de dívidas trabalhistas da extinta Viação Aérea de São Paulo (Vasp). O alvará, instrumento pelo qual a Justiça libera valores a quem tem direito, será liberado na próxima segunda-feira (19), em São Paulo, durante a abertura da 6ª Semana Nacional de Execução Trabalhista, promovida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). No total, serão cerca de R$ 70 milhões distribuídos entre os ex-funcionários da empresa, falida desde 2008.

A Vasp é a maior devedora trabalhista do país. O processo é tão longo, extenso e complexo que existe uma Vara do Trabalho que cuida apenas de processos que têm a empresa como parte, a chamada Vara Vasp, na jurisdição do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na capital paulista. Atualmente, o passivo da companhia é de R$ 2 bilhões.

Os pagamentos estão sendo feitos por fases, de acordo com a disponibilidade financeira. A primeira contemplou os processos vinculados ao TRT da 2ª Região. Foram beneficiados aproximadamente 5 mil trabalhadores, cada um recebendo entre R$ 30 mil e R$ 150 mil, totalizando uma distribuição de R$ 280 milhões. Na segunda fase, foram pagos os demais trabalhadores – aproximadamente 1.700 – espalhados pelo restante do país, observando os mesmos critérios, dividindo um total de R$ 56 milhões.

Em 2016, a Vara Vasp chega na terceira fase, onde serão pagos os retardatários, ou seja, aqueles trabalhadores que não se habilitaram inicialmente. Para o juiz Flavio Bretas Soares, que responde atualmente pelo Juízo Auxiliar em Execução (JAE – Vara Vasp), apesar da demora na solução dos casos, é uma grande satisfação saber que a Justiça do Trabalho promoveu o pagamento de trabalhadores de uma empresa falida, fato considerado incomum. “Somente um ramo do Judiciário forte e respeitado permitiu tal resultado, caso contrário até hoje os trabalhadores ainda estariam esperando a resolução do processo falimentar”, disse. “Essa foi uma grande vitória da Justiça do Trabalho, que desempenhou fiel e integralmente seu papel institucional”.

Prefeitura de Parnamirim