As passagens aéreas ficaram mais caras mesmo depois que as companhias passaram a cobrar para despachar a bagagem, em junho deste ano. Em vez de queda dos preços, o que se viu foi aumento no valor dos bilhetes. É o que diz o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De julho a setembro, as passagens teriam ficado, em média, 9,37% mais caras – um número bem acima da inflação. Os dados contrariam a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que divulgou um levantamento próprio, feito em 21 rotas, apontando redução de até 30% no valor pago pelos consumidores

Nesse contexto, os comparadores de preços ganham cada vez mais destaque como aliados na procura pelo menor valor. Pesquisas mostram que o Brasil é hoje o oitavo país do mundo no acesso a comparadores de preços. De forma global, a utilização deste tipo de mecanismo cresceu três vezes entre 2014 e 2017*. De acordo com o estudo Embracing Airline Digital Transformation**, ao escolher um voo, o mais importante para o consumidor é mesmo o preço (37%), seguido pela conveniência (31%), escolha do destino (21%), serviço e suporte ao cliente (6%) e, por fim, comidas e bebidas gratuitas a bordo (5%). Nesta busca, os comparadores de preços são os primeiros endereços acessados pelos usuários (27%), logo depois vem a consulta presencial ou por telefone ao agente de viagem (25%), os sites das companhias aéreas (24%), OTAs (6%), sites de avaliações (5%) e outros (13%).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que ainda é cedo pra fazer uma avaliação dos preços. Informou que calcula o preço médio com base em todas as passagens vendidas. E que vai divulgar o relatório das tarifas no começo do ano que vem.

Entenda os preços das passagens – A intensa oscilação de preço dos voos pode parecer intrigante, mas é simples de ser desvendada. O valor de uma passagem, determinado pela companhia aérea, é definido não apenas pelos gastos relativos ao voo, mas também pela demanda de mercado. Dia da semana e antecedência são fatores que influenciam no preço, bem como a época em que se pretende viajar, o horário do voo, o número de escalas e até mesmo o risco de atraso. Como uma espécie de “Bolsa de Valores”, quanto mais um roteiro é buscado, mais a tarifa pode aumentar. Porém, se é pouco procurado, ela pode cair. Além do oscilante preço das passagens, há ainda a taxa de embarque, que varia de acordo com a categoria do aeroporto de saída e o tipo de viagem: doméstica ou internacional. O valor arrecadado é revertido em serviços e processos dos terminais do aeroporto, como o embarque e desembarque e a segurança do local.

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