**EMBARGO: No electronic distribution, Web posting or street sales before 3:00 a.m. ET Friday, Sept. 29, 2017. No exceptions for any reasons. EMBARGO set by source.**Mayreilis Alvarez Rodriguez, a Cuban-trained doctor, with a patient in Santa Rita, Brazil, Sept. 6, 2017. Alvarez is one of many Cuban doctors who sued to be free of the arrangement wherein Brazil paid Cuba for their services. ÒHere weÕre in a country where youÕre free, where no one asks you where youÕre going, or tells you what you have to do,Ó she said. (Dado Galdieri/The New York Times)

Em um gesto de resistência coletiva, dezenas de médicos cubanos que trabalham no exterior estão processando o governo de Cuba, exigindo a libertação diante daquilo que um juiz brasileiro chamou de “forma de trabalho escravo”.

Milhares de médicos cubanos trabalham no exterior, sob contrato com as autoridades de Cuba. Os profissionais ficam com apenas uma pequena parte do salário. No último ano, ao menos 150 cubanos entraram com ações judiciais contra o acordo nos tribunais brasileiros, exigindo ser tratados como contratados independentes, com salários integrais, e não como agentes de Cuba.

No caso do Brasil, o País paga a Cuba cerca de US$ 3.620 por mês para cada médico, quase quatro vezes o que os cubanos recebem pelo programa. 

Aproximadamente 18 mil profissionais cumpriram contratos no Brasil e cerca de 8,6 mil continuam trabalhando pelo programa Mais Médicos.

“Quando você sai de Cuba pela primeira vez, descobre muitas coisas que não enxergava antes”, disse Yaili Jiménez Gutierrez, uma das médicas que entraram na Justiça. “Chega um momento em que você se cansa de ser escravo.”

As ações são ainda mais importantes pelo fato de os médicos terem perdido um plano B muito comum: ir para os Estados Unidos. Em janeiro, o então presidente Barack Obama encerrou o programa que permitia que médicos cubanos lotados em outros países obtivessem vistos de residência permanente nos Estados Unidos. “O fim do programa foi um baque”, disse Maireilys Álvarez Rodríguez, outra das médicas que entraram na Justiça no Brasil. “Era a nossa saída.”

Isso significa que o futuro desses médicos agora está nas mãos dos tribunais brasileiros. Em geral, as decisões foram contrárias aos profissionais, mas alguns juízes lhes deram ganho de causa, permitindo que trabalhem por conta própria e sejam pagos diretamente. O movimento dos médicos, no entanto, os coloca sob risco de graves reações do governo cubano, que podem até impedi-los de voltar à ilha e às suas famílias.

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